
Planejamento Sucessório
Planejamento Sucessório Empresarial: o que acontece com a sua empresa quando você não estiver mais aqui
A maioria das empresas familiares não sobrevive à segunda geração. O motivo quase nunca é falta de competência, mas sim falta de planejamento jurídico.
Quando um sócio morre sem planejamento, o que entra na empresa junto com os herdeiros é, frequentemente, o conflito. Cônjuges, filhos de relacionamentos diferentes, herdeiros sem interesse no negócio, de modo que todos passam a ter direito sobre algo que exige decisão rápida e gestão cotidiana.
O resultado mais comum é paralisação operacional, disputas judiciais e dissolução forçada de negócios que levaram décadas para ser construídos.
Esta página é para você se:
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É sócio de empresa familiar e os demais sócios são parentes
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Não tem acordo de sócios que discipline o que ocorre em caso de morte ou incapacidade
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Tem herdeiros que não participam do negócio mas herdarão quotas
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Quer garantir a continuidade da empresa independentemente do que aconteça com você
O que o planejamento sucessório empresarial abrange
Um planejamento bem feito envolve pelo menos três camadas:
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Contrato social ou acordo de sócios com cláusulas que regulam o destino das quotas em caso de morte, incapacidade ou saída de um sócio.
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Testamento que complementa as disposições societárias e organiza o restante do patrimônio pessoal do empresário.
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Estrutura de governança que define quem decide, como decide e em que condições herdeiros podem ou não ingressar na sociedade.
O que acontece sem planejamento
Sem essas camadas, aplica-se o regime geral do Código Civil, que foi feito para o caso médio, não para o seu. Ou seja, o herdeiro que não tem nenhum interesse no negócio torna-se sócio, o cônjuge sobrevivente, que não tem aptidão para o negócio, pode ter direito a quotas e o inventário bloqueia decisões por meses ou anos.
Como trabalho
Analiso a estrutura societária atual, identifico os pontos de vulnerabilidade e proponho as medidas jurídicas adequadas, desde a revisão do contrato social até a elaboração de testamento e constituição de holding, quando necessário.
O processo é conduzido com discrição e atenção à dinâmica familiar, porque planejamento sucessório é, antes de tudo, uma conversa sobre aquilo que lhe importa, a sua famía e seus descendentes.

Se você tem uma empresa ou comércio familiar e ainda não tratou dessa questão, o melhor momento é agora, antes que a urgência imponha as condições.
Ricardo De Carli, advogado, colunista no Portal Younik, especialista em proteção de patrimônio familia, pai de família, ciclista de estrada e convicto de que o bom senso resolve mais do que qualquer parágrafo de lei. @ricardo.decarli
Veja também: Holding Familiar em São Paulo; Testamento
